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Porquê você não vai amar yoga logo de cara - e como virar esse jogo

por Arantxa Morales outubro 25, 2019

Porquê você não vai amar yoga logo de cara - e como virar esse jogo

Porquê você não vai amar yoga logo de cara - e como virar esse jogo

“Confesso que achei um tédio a minha primeira aula de yoga, não posso dizer que foi amor à primeira vista” – Karla Mello, convidada do mês

Eu não conheço ninguém que amou yoga desde o primeiro dia. De verdade. Pode ser que exista um ou outro ser iluminado por aí (me apresenta?), mas a verdade é que o que essa prática tem de tão incrível é justo o que não suportamos fazer: parar; respirar; deixar os pensamentos pra lá; assumir que não temos controle de tudo. Talvez seja isso: abraçar o yoga é tão difícil porque estamos acostumados a evitar justo o que mais precisamos.

A história da Karla não foi diferente: “publicitária, workaholic, ansiosa... na época tinha lido que praticar yoga poderia ser bom pra mim mas sinceramente, eu não botava fé”. E o que mudou? Seu olhar. “Yoga é como a Índia, não adianta viajar pra lá sem estar aberto a tudo que vai viver e sentir, você só vai conseguir absorver de verdade o que aquela cultura e aquele povo podem te ensinar se conseguir enxergar a beleza no caos e valorizar os aspectos mais sutis”.

Na nossa conversa com ela falamos muito sobre esse processo e percebemos que alguns pontos-chave podem fazer toda a diferença pra quem (ainda!) não cai de amores por yoga.

 

Tenha clareza do que você busca com a prática

Se o seu objetivo é “ficar menos estressada”, aulas de yoga podem ajudar. Mas se você acha que o caminho até lá vai ser tranquilo e relaxante, vai acabar ainda mais nervosa. O resultado de uma prática consistente pode ser relaxante e libertador, mas é uma jornada: disciplina, exigência física e concentração são treinados nesse caminho. Agora, se você realmente tem claro qual é o seu objetivo, passar por essa jornada (que em algum momento pode até ser incômoda por te ajudar a chegar em um lado seu mais profundo do que imaginou) não te deixará desistir.  

 

Se comprometa com o resultado disso

Yoga não vai resolver todos os seus problemas. É uma prática que pode (e deve!) ser levada pra fora do mat, mas é apenas mais uma ferramenta. De novo: se você quer se sentir menos estressada, trazer os ensinamentos das aulas pra fora da sala é fundamental. Não delegue o resultado que está buscando: o professor é um guia pra que você chegue onde quer que seja – mas a responsabilidade de usar essa ferramenta e vivê-la no seu dia a dia é 100% sua. 

Dica! A Charis (que inclusive pratica no My Yoga), fala muito sobre isso no seu Instagram. Ela costuma fazer relações do yoga com o dia a dia, mostrando os sentimentos (e perrengues!) que ela passa nas aulas e como pra ela isso se aplica também à vida fora do tapetinho. Vale acompanhar!

 

Entenda que yoga não é (só) exercício físico

“Estar aberto ao entrar em uma sala de yoga é o primeiro passo para conseguir desbravar essa prática milenar que vai muito além dos asanas (posturas) ou colocar o pé atrás da cabeça”. A Karla contou pra gente como começou a se relacionar com o yoga – e não foi por uma barriga chapada: “Eu comecei minhas práticas de yoga em 2011 por um tipo de yoga que é chamado de “yoga da devoção”. Eu não necessariamente fazia o hatha yoga, as posturas, os asanas. Eu fazia encontros pra falar sobre a filosofia do yoga, a parte mais espiritual e emocional dele.” A questão é: saiba que você está entrando em algo muito além de ginástica.

 

Mas sim, ela tem muitos benefícios pro nosso corpo

Alongamento, flexibilidade, força física e resistência. A prática de yoga pode ser super completa e esses são alguns dos seus benefícios físicos. A força abdominal é um grande destaque, já que o chamado “core” e toda a região do assoalho pélvico devem estar ativas sempre – o que nos dá inclusive um ótimo nível de consciência para essas regiões. E não podemos deixar de dizer: pos-tu-ra (confesso que sou outro ser humano depois que o yoga entrou na minha vida: no mínimo, reconheço quando estou fora dela mais rápido e consigo ajustá-la com mais estabilidade). 

 

Não ache que toda aula de yoga é igual

Eu podia citar todos os tipos de yoga e como escolher, mas esse é um assunto pra outro dia (vamos falar sobre isso!). Minha dica agora é: pesquise e pergunte - inclusive pra gente se quiser. Existem aulas mais curtas, mais longas, mais dinâmicas, mais relax, mais intensas, menos exigentes. E lembre-se: 3 minutos de silencio de manhã podem ser yoga também. Já já falamos mais sobre isso por aqui.

 

Entenda que, como tudo, yoga é um processo – sem fim

A melhor conclusão é a da nossa convidada: “Sim, ainda sou workaholic, não posso negar, hoje entendo que o importante mesmo é encontrar o equilíbrio e passar a cultivar a beleza no caos, assim como na Índia. Se conhecer, se aceitar e potencializar tudo o que tem de melhor. É aí que o Yoga acontece”


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