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O que a nossa geladeira diz sobre nós? Pra Fê Canna, muito

por Arantxa Morales outubro 25, 2019

O que a nossa geladeira diz sobre nós? Pra Fê Canna, muito

O que a nossa geladeira diz sobre nós? Pra Fê Canna, muito

O que você come é fundamental. E pra @fecanna, de quem e como você compra sua comida também. Já falamos que você pode votar todo dia com cada escolha, e nossa alimentação é provavelmente a mais poderosa ferramenta, já que impacta diretamente (e muito!) nosso planeta - além de ser algo que fazemos todo santo dia.

Produção orgânica e local, vegetarianismo e consumo sem plástico são só alguns dos assuntos que fazem parte desse universo na vida da Fê, que segue refletindo e criando uma rotina cada vez mais alinhada com seus valores. Pra ela, tudo está mais do que conectado: “Não dá mais pra ter uma preocupação seletiva”.

Mas o que a nossa geladeira tem a ver com isso? Tá tudo lá: o saquinho de pano que carregou os legumes, as folhas guardadas com cuidado pra durarem mais, o pote de vidro que vai ser reutilizado como recipiente. Ou também aquela marca suspeita, um potão de sorvete industrializado ou um inocente brócolis empacotado em um (desnecessário) plástico. Ela nada mais é que um simples retrato da responsabilidade (ou falta dela) que temos em relação a cada pequeno aspecto do complexo universo dos alimentos.

As escolhas diárias da Fê não tem a ver só com a sua própria saúde: elas levam em conta todo o nosso contexto. São a prova que de nada vale falar sobre o que queremos que mude se não somos capazes de atuar – nas menores coisas – de acordo com nossos valores.

 

Responsabilidade

Quebrar o paradigma de que tomar atitudes mais conscientes é muito complicado ou caro é o primeiro passo pra começar a fazer melhores escolhas: “Eu não acho que seja tudo menos prático ou muito mais difícil. Só acho que é diferente do que estamos acostumados, aí rola um estranhamento. Pra mim é uma questão de percepção. O tempo que eu levo pra bater um bolo, assar e lavar a louça é o mesmo tempo que eu levaria pra ir até o mercado comprar. E eu gasto menos, sei o que coloco no meu bolo e não produzo lixo.”

A partir do momento em que entendemos nosso papel no que a indústria produz e em como o varejo atua, percebemos que nosso compromisso com o que acreditamos é o que mais tem potencial de mudar as coisas. Estamos falando de oferta e demanda: quanto mais escolhermos melhores opções, mais forte é a mensagem pro mercado de que ele tem que mudar. O conceito de dollar voting vem daí: cada centavo seu passa uma mensagem importante, é um voto.

Ao entender este ciclo, simplesmente não faz sentido fazer as coisas de outra maneira: “Posso chegar em casa do mercado e deixar tudo jogado no balcão em sacos plásticos até me dar na telha de guardar? Posso! Mas eu sei que um monte de coisa vai estragar, então vou lá e guardo direitinho. Posso ir no mercado despreparada sem nenhum saquinho ou ecobag? Posso, mas raramente acontece porque eu não quero ter que assumir a responsabilidade de lidar com todo esse plástico e desperdício depois. Então vou ao mercado uma vez por semana, já saio com meu carrinho, meus saquinhos e tudo que preciso”. Nada mais lógico.

 

Embalagens

@fecanna é também criadora da @furo.eco.br, uma marca de produtos essenciais em materiais naturais e de reuso. São saquinhos pra compras à granel, guardanapos de pano, aventais e outros objetos feitos à mão e sem desperdícios. Uma empresa com produtos pensados de cabo a rabo e que além de tudo é familiar: a mãe da Fê, Glória, produz cada peça e cuida da logística, enquanto ela é responsável pela criação, divulgação e atendimento aos clientes. A Furo é um ótimo exemplo de negócio que já nasceu de acordo com a pluralidade e complexidade que é o mundo da sustentabilidade.

No caso das embalagens o tamanho do problema assusta: grande parte das cidades não tem centrais de reciclagem suficientes para processar a quantidade de lixo que gera. Em São Paulo, por exemplo, mesmo com a coleta seletiva, o problema ainda é a capacidade: menos de 10% de tudo que é descartado é reciclado. Na próxima vez que for comprar um produto com uma embalagem que se diz “reciclável” pense se ela realmente chegará a ser reciclada – e reflita se não há uma alternativa disponível que não gere lixo. Lembre do vidro de azeitona que pode ser lavado e usado de novo, a sacolinha de pano que pode ser multiuso. É um esforço mínimo e normalmente há opções.

 

Desperdício

1/3 de toda comida que é produzida no mundo é desperdiçada e quase metade desse problema está muito perto da gente: dentro de casa. 54% das perdas acontecem nas fases de produção, transporte e armazenamento, mas todo o resto é comida que compramos e vai parar no lixo.

A Fê dividiu com a gente algumas dicas pra conservar os alimentos frescos por mais tempo na geladeira:

- Guarde folhas frescas em um recipiente fechado, enrolados em um pano de prato limpo. O mesmo pode ser feito com ervas e frutas delicadas como o morango.

- As ervas como a salsinha também podem ser guardadas em um copo com água, como se fosse um vaso. O mesmo pra aspargos, cenouras e vegetais mais firmes.

- Guarde o tofu imerso na água e troque a água todos os dias.

- Para conservar a metade do limão que você não usou, guarde em um potinho com água.

- Use vidros reutilizados para guardar restos de alimentos na geladeira ou grãos, ervas secas e outros produtos comprados a granel na despensa.

 

Orgânico e local

Os produtos orgânicos não contém agrotóxicos e não são melhores só pra nossa saúde: a natureza e os agricultores - que deixam de ser envenenados pelo contato contínuo com químicos - agradecem. Com fama de serem mais caros e não tão acessíveis, é um típico assunto que aparece quando falamos sobre a relação conveniência x consciência. A Fê escreveu um artigo em 2016 pra Insecta Shoes falando justo sobre isso: será que orgânicos são mais caros mesmo? Resultado: uma pesquisa feita de forma colaborativa e voluntária por grupos e institutos de consumo responsável (como o Instituo Kairós e a ONG Terra Mater), diz que não. A conclusão é que a diferença de preço depende muito do canal de comercialização e que a compra direta, sem intermediários, é sempre a melhor alternativa. Que aliás faz mais sentido não só por questões financeiras, mas também ao considerar a qualidade do alimento e concentração de renda.

 

Vegetarianismo

O caminho da Fê em direção a uma alimentação mais consciente e responsável começou há 15 anos e nunca parou: está em constante evolução. “A partir do momento que eu tomei essa decisão racional de não comer animais eu tive que aprender o que eu ia comer. Não tinha a menor ideia e foram anos de aprendizado”. E essa decisão tão pensada por ela tem muito embasamento: estamos falando de um consumo excessivo de água, efeito estufa, desmatamento desenfreado e uso exagerado de recursos que poderiam ser usados na nossa alimentação de uma forma muito mais eficiente(enquanto uma vaca precisa de 10 a 15 quilos de cereais para fornecer 1 quilo de proteína, por exemplo, poderíamos facilmente nos alimentar muito mais pessoas diretamente destes grãos). Movimentos como Segunda Sem Carne estão aí pra nos mostrar que todos tem espaço nessa jornada e não é preciso radicalismo pra evoluir. Pouco a pouco, podemos mudar e impactar positivamente nosso meio.

 

Inspiração

É fato que olhar pra todos os aspectos da cadeia sempre exige muito questionamento e é comum perder a força de vontade em fazer melhor de vez em quando. Sentir que estamos controlando cada mini movimento das nossas vidas pode ser cansativo porque algumas respostas não são tão óbvias: “às vezes a opção vegana tá embalada em plástico e a outra não. Aí eu me pergunto: o que é melhor?”

Reflexões fazem parte do processo e só aprendemos quando estamos dispostos a entrar neste caminho – que tem muito mais altos que baixos, acredite; o que não podemos fazer é desistir dele. E fato é que a gente nem precisa sair do Instagram pra isso. Indicamos alguns perfis que vão mudar sua relação com escolhas mais conscientes:

A@luizavoll, também nossa convidada aqui no Vida de Avocado, reflete sobre questões cotidianas e pessoais no mundo da alimentação, aprendizado, política e tudo que nos afeta como seres humanos no ambiente digital. O que acredita como pessoa e sua relação com a internet virou trabalho na @contente.vc, que tem iniciativas como o @instamission e o movimento #ainternetqueagentequer

A@chefthaisrahal, se formou no Natural Gourmet Institute em Nova Iorque e fala diariamente sobre veganismo, alimentação saudável e sua própria mudança de vida recente por um caminho profissional com muito mais propósito.

A@papacapim_sandra é recomendação da Fê pra uma reflexão constante sobre veganismo politico e feminismo com muito conteúdo e personalidade. Vale acompanhar!


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