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Autocuidado & Comum: amor, auto-preservação e resistência

por Arantxa Morales outubro 25, 2019

Autocuidado & Comum: amor, auto-preservação e resistência

Autocuidado & Comum: amor, auto-preservação e resistência

A conclusão que tirei ao conversar com a Nana aqui há alguns meses sobre autocuidado talvez não seja exatamente o que se espera quando falamos sobre o tema, mas pra mim segue sendo mais real do que nunca: autocuidado não necessariamente é algo que queremos fazer, mas sim que precisamos fazer. 

Pensar assim pode não ser tão inspirador, eu sei (o que não significa que não faça sentido!). E com tantos conflitos, stress e cansaço, este espaço de cuidado para nós mesmas deveria ser, no mínimo, reconfortante. Mas será que olhar pra nossa vida - de verdade, sem filtros - não é justo a única resposta possível quando a questão é cuidar da gente?

Como chegamos até aqui

A Comum se propôs a falar sobre autocuidado em uma nova jornada e eu não poderia concordar mais com este olhar para o passado: “a indústria do bem-estar se apropriou do conceito para fazê-lo, exclusivamente, sinônimo de indulgência. Máscaras faciais, banhos de espuma, velas aromatizadas: prazeres momentâneos e que oferecem, na maioria das vezes, uma pausa — ou fuga — na rotina.”

Afinal relaxar, respirar, buscar um refúgio para sair do furacão que é a nossa rotina é mais do que válido. Mas acreditar que estamos realmente construindo um cenário melhor – um que evite uma nova enxurrada de acontecimentos ou que realmente nos ajude a lidar melhor com eles no futuro – com produtos que nos tratam externamente e superficialmente, talvez não seja o melhor (ou mais efetivo) caminho.

O que é autocuidado realmente

Para a Comum, autocuidado é algo que acontece todo santo dia. Uma prática, um pensamento, um periodo de tempo: qualquer compromisso com você mesma que signifique algo além de uma simples fuga de um cotidiano que não te satisfaz. “Por que afinal, se precisamos de escapes da nossa própria vida, do que estamos, então, fugindo?”.

A questão é que não existe receita pronta, como tudo que realmente importa no universo do desenvolvimento humano. E, por isso, a Comum enxerga e trata o conceito de acordo com 3 diferentes perspectivas: a individual, a coletiva e a política.

Na primeira dimensão, estamos falando também sobre se conhecer realmente. O olhar pra dentro para o qual a perspectiva individual nos convida é justo o que precisamos para identificar nossas reais necessidades e (nossos tão importantes) limites.

O olhar para o lado tem um papel fundamental nessa identificação e inclusive em todo este cíclico processo de cuidar. Cuidar de nós, cuidar das outras: uma corrente que se retroalimenta e, coletivamente, se fortalece a cada simples atitude. Apoio, afeto, empatia: a troca é mais do que necessária para o desenvolvimento, para a cura.

E como não podia deixar de ser, a visão da Comum é também politizada: como não enxergar esse tema com a visão de gênero? “Ao nos cuidar, estamos cuidando de corpos que não são vistos, historicamente, como dignos de cuidado. É subversivo, para as mulheres, serem cuidadas ao invés de cuidar”, diz Anna.

A jornada

O processo que acontece agora em dezembro com a comunidade da Comum abrange todos estes aspectos com carinho e atenção. Estão sendo tratadas quatro dimensões básicas de autocuidado - corpo, mente, trabalho e relações – e para cada um dos temas, existe uma história ao mesmo tempo inspiradora e potente para gerar a imersão.

Estamos falando de trocas genuínas, com encontros online e práticas semanais – o que alimenta e realmente aquece a comunidade como um todo.

Quer saber mais sobre a Comum e essa nova jornada? Mais infos aqui :)

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Nicole


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