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Quer criar uma rotina que funciona pra você? Destrua a sua!

agosto 21, 2020

Por Nicole Vendramini

Quando o tema é rotina, a gente costuma pensar no que MAIS precisamos fazer. “Segunda-feira vou começar um detox”, “Socorro, preciso encontrar um exercício que eu goste!”, “o que eu devo fazer para dormir melhor?”. Por mais que estes questionamentos sejam válidos, também são arapucas. Já pensou que quanto mais coisas você faz, mais difícil fica avaliar o que de fato está fazendo diferença? A verdade é que quanto mais atividades você tem no seu dia – e quanto mais rígida é a sua rotina – menos você consegue enxergar por que ainda não chegou no seu dia a dia dos sonhos. E eu aprendi a fazer isso do jeito mais difícil: acumulando (em teoria, bons) hábitos e caindo nessa cilada.

Um dia eu decidi ser muito saudável

Eu sempre fui mega organizada e fiz muitas coisas ao mesmo tempo. Para equilibrar tantos pratinhos, ter rotina era fundamental. Comecei a trabalhar cedo e logo a maratona estudos-expediente (devo adicionar pressão? Sim, com certeza!) dominou a minha vida. Saúde não tinha nem como ser prioridade.

Em algum momento desses mais de 10 anos corporativos, comecei a me incomodar com o meu corpo e me sentir culpada pelos pratos com cara de comfort food em plena quarta-feira e por não fazer nenhum exercício há anos. Mesmo tendo sido uma criança muito ativa, nada parecia viável: eu saia de casa antes das 7h para trabalhar e voltava às 23h30 da faculdade. E aí, quando eu passei a não gostar (nadinha) do que via no espelho, surgiu a – hoje abominada – academia na minha vida.

Passados os meus 4 anos de faculdade (nos quais eu não fiz praticamente nenhuma atividade física), passei a comer no "modo fitness", de 3 em 3 horas, como um reloginho, e acordar às 5h da manhã para treinar em um ambiente cinza e fechado. Isso, claro, antes das 12/14 horas intensas que trabalharia em seguida. Eu caí no conto das revistas femininas da época que, sem muitas explicações, nos diziam que você tem muito mais energia quando começa o dia ativa, correndo intensamente, se jogando no crossfit, fazendo malabares. Aham.

Para me manter produtiva, eu tomava pelo menos 3 xícaras grandes de café por dia. E para preservar a minha saúde mental, os drinks eram peça fundamental para que eu desse conta dos encontros com amigos depois da intensa jornada e aos fins de semana. Aos poucos, meu corpo pifava, e os fortes estímulos da cafeína e do álcool não me permitiam nem perceber o que estava acontecendo. Bem lá no fundo, eu sentia que algo não ia bem.

Quando me mandaram parar. MESMO

Procurei ajuda de uma especialista menos tradicional, já que a nutrição e a medicina naquele momento só conseguiam tratar meus sintomas e proporcionar ainda mais estímulos em forma de receitas mágicas e cápsulas cafeinadas, e encontrei uma especialista em kinesiologia, uma técnica criada por um médico americano no início dos anos 60 que nos ajuda a identificar onde as emoções e traumas estão armazenados no nosso corpo para trabalhá-los. E qual foi sua primeira recomendação? "Apenas pare!"

Eu tirei tudo – tudo mesmo – que gastava energia no meu dia e não era essencial (pra mim, claro) naquele momento. Parar de trabalhar, ou mesmo trabalhar menos, não era uma opção. Mas eu fiquei 4 meses sem fazer absolutamente nenhum exercício físico. Eu cortei TV e tecnologia à noite. Eu reduzi estímulos como café e álcool, que me enganavam dizendo que eu tinha energia pra dar e vender, mas na verdade só mascaravam meu real estado de fadiga. Eu passei a ver apenas as pessoas que eu tinha certeza que me faziam muito bem em encontros tranquilos, com hora marcada pra acabar. E o mais importante: eu tirei da minha agenda todos os compromissos possíveis e simplesmente deixei muitos dos meus planos, de estudos, sociais, de vida, pra depois por um tempo.

Rotina além do acúmulo de hábitos

Você deve estar pensando: o que tem de saudável em não se movimentar, deixar de ver gente e ignorar tudo o que exige um pouquinho mais de esforço? Para uma pessoa tão ativa e que seguia uma rotina tão rígida como eu, tudo. Enquanto eu não tivesse espaço para observar meu corpo e entender o que de verdade tinha um impacto positivo no meu dia, nenhum novo hábito seria útil. Inclusive um novo bom hábito, misturado a outros não tão bons, se perderia no oceano dos demais. Eventualmente eu deixaria todos eles quando chegasse no meu limite e nunca descobriria o que daquilo tudo na verdade, no fundo, me ajudava.

O recado é simples: eu precisei desconstruir minha rotina inteirinha para construí-la de novo. Eu precisei falar não pra muita coisa para entender o que realmente me fazia falta – ou bem de verdade. O meu maior aprendizado foi que a rotina precisa de solo fértil para funcionar: de tempos em tempos, precisamos limpar 100% nosso campo e começar do zero. E, de mini-hábito em mini-hábito, reconstruí-la, garantindo que ela está evoluindo com quem você é e quer ser naquele momento da sua vida. A gente muda e as nossas necessidades mudam. A sua rotina também pode (e deve!) se transformar. Você quer mesmo construir uma rotina que faz sentido para você? Destrua completamente a que não faz.

Guia da Rotina da marca Holistix



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