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Parei de beber na quarentena e foi MUITO bom

por Nicole Vendramini junho 26, 2020

Parei de beber na quarentena e foi MUITO bom

Por Nicole Vendramini, co-fundadora da Holistix e expert em nutrição ayurvédica

De uns tempos pra cá, meu corpo passou a responder muito mal a qualquer tipo de bebida alcoólica. “Tô velha, meus tempos áureos acabaram”, pensei. Mas hoje me pergunto: será que eles algum dia existiram? É verdade que eu não lembro de passar noites em claro como acontece hoje (se eu bebo mais de 1 taça de vinho, acordo às 3h da manhã e nada mais me acalma), mas minhas ressacas – mesmo as mais leves – sempre foram regadas a café, isotônicos artificiais e alguns comprimidos de analgésico. Sem contar o dia sofrido, zero produtivo e com um nível de ansiedade acima do normal. Então será que realmente em algum momento da minha vida essa rotina alcoólica foi mesmo ok?

Eu nunca pensei em parar de beber: o vinho é peça fundamental nos jantares de família, eu nunca (!) neguei uma taça na vida e meus anos de balada foram, digamos assim, intensos. Surpreendentemente, os micos e sustos (que não foram poucos) não foram suficientes para me fazer repensar esse prazer na minha vida, mas esse novo cenário de quarentena virou o jogo pra mim. Eu descobri que esse único hábito era o responsável por quase todas as minhas queixas do dia a dia. E não, não é exagero.

Sem tantos estímulos externos, percebi o quanto eu buscava uma válvula de escape (fuga da realidade?) para relaxar depois de um dia de trabalho. Eu precisava ocupar qualquer 5 minutos de ócio antes do jantar e disfarçar o desconforto do trancafiamento. E essa coisa de “eu bebo socialmente” não colava mais: há meses só vejo meu marido, que bebe uma lata de cerveja por semana e olhe lá. E o pior: descobri que esse único drink era o responsável pela minha falta de energia, foco e… tempo. A gente reclama tanto da falta dele, né? Mas lá estava eu demorando 3 vezes mais que o normal pra fazer qualquer coisa no dia seguinte e reorganizando toda a minha agenda porque dormi mal e mais do que deveria.

 

5 coisas que mudaram na minha vida logo na primeira semana sem álcool:

1) Me sinto muito disposta (todos os dias!)

Eu valorizo muito o meu sono e claramente ele estava sendo prejudicado. Mesmo quando eu conseguia dormir uma noite toda, era interrompida pela sede extrema (álcool desidrata!) ou vontade de fazer xixi (já que eu bebia o dobro de água para compensar esse efeito). Mesmo bebendo pouco, minha manhã seguinte era sempre arrastada e era impossível viver sem uma xícara de café. Hoje, a diferença é chocante: acordo prontíssima e animada para QUALQUER atividade, seja física ou mental.

2) Passei a comer menos e melhor

Além do impulso imediato de atacar o que visse pela frente, eu SEMPRE acordava no dia seguinte com muita vontade de comer algo super salgado. Comer algo muito salgado me dava vontade de comer algo muito doce. E eu gastava tanta energia para “sobreviver” na ressaquinha que sobrava zero força de vontade para buscar algo saudável. Um ciclo (de ansiedade e super nocivo!) se criava.

3) Minha digestão voltou 100% ao normal

Barriga chapada pra mim é intestino funcionando. E nenhum detox, jejum intermitente ou dieta fez tanta diferença quanto parar de beber. Além da redução drástica no inchaço, retenção de líquidos e celulite, eu simplesmente vou ao banheiro todos os dias. Naturalmente.

4) Ganhei tempo (literalmente!)

Quando bebo, não tenho concentração ou vontade de fazer mais nada. Com um drink na mão, eu era capaz de ficar uma hora inteira distraída entre redes sociais e notícias aleatórias. Era como me tirar da tomada, me sentia completamente sedada. Hoje eu aproveito esse tempo pré-jantar para relaxar lendo e consigo dormir beeem mais cedo. Tenho acordado sozinha, antes do despertador (sinto que preciso de menos horas de sono, já que elas são de muito melhor qualidade!), e ainda faço uma prática completa de yoga e meditação antes de começar a trabalhar. Até a faxina semanal eu encaixei antes das 9h da manhã!

5) Descobri novos prazeres

Eu sempre amei ler, estudar e ouvir podcasts. A sensação de estarmos 24 horas online por conta do trabalho remoto engoliu meu tempo dedicado a isso, que antes estava muito conectado aos momentos de deslocamento. A descompressão depois de um dia de trabalho voltou a ser pegar um bom livro! É bom lembrar o quanto eu gosto desse ritual. Mesmo nos dias mais estressantes – e que podem causar uma recaída por um golinho qualquer – eu tenho preferido esse hobby a qualquer outro.