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Intestino preso e a Ayurveda: como a ciência pode ajudar a melhorar o problema

novembro 24, 2020

Por Olívia Nicoletti, jornalista e escritora

Dá pra acreditar que cocô ainda é tabu? Pois bem: é e precisamos falar sobre isso! Ao contrário do que muitos pensam, o cocô não é simplesmente um dejeto que sai do nosso corpo. Ele vai bem além disso! A sua frequência e aspecto podem dizer muito sobre a nossa saúde.

Pensando nisso e para desmistificar esse tabu, nossa holischica Nicole Vendramini embarcou em um desafio montado pela terapeuta Tati Ayurveda, que é expert e obcecada pelo tema. Tati sugeriu que durante sete dias Nicole combinasse alguns hábitos: alimentação sob medida, exercícios físicos e rotina com horários definidos. 

Antes de sabermos como foi é preciso dizer que evacuar de uma a três vezes por dia é visto como normal e até saudável biologicamente. Para isso, o corpo precisa de uma tríade básica: água, fibras e exercícios físicos. Mas, para algumas pessoas, como a Nicole, apenas isso não é o suficiente. E é aí que a Ayurveda entra.

Os princípios da ciência dizem que a boa digestão é uma premissa para o funcionamento saudável do corpo. Além disso, a Ayurveda olha para cada indivíduo de maneira personalizada, identificando o desequilíbrio momentâneo do seu Dosha (um tipo que é definido pela combinação de fatores de acordo com a medicina indiana). 

O DESAFIO

A Ni apresentava um desequilíbrio do Dosha Vata, que é o mais comum entre as pessoas com problemas de constipação. Horários variados, estresse e excesso de atividades encavaladas são comuns na rotina dela. Então, a Tati sugeriu um desafio baseado em alguns pilares.

O primeiro e mais importante pilar foi a priorização de uma rotina e atividades: optar por realizar tarefas fundamentais e deixar de lado as que seriam legais de fazer. Com isso, o corpo entende que não está em um lugar de perigo (sentimento causado pelo estresse) e, assim, a digestão e os movimentos naturais do intestino também começam a se alinhar.

Além disso, no cardápio criado especialmente para a Nicole, haviam plantinhas amigas que ajudam a tonificar a digestão. Chás (principalmente de erva-doce) deveriam ser ingeridos ao longo do dia todo, com pausas uma hora antes das refeições. Especiarias, como a cúrcuma, a canela, o cardamomo e o gengibre também estavam em todas as preparações. Alguma dúvida de que o nosso Golden Mix brilhou?

No cardápio também havia alimentos de texturas úmidas, oleosas e cremosas. A ingestão de fibras é importante, mas o corpo precisa estar preparado para digeri-las para que tenham efeito. No caso do desequilíbrio da Nicole, a indicação era priorizar alimentos cozidos e evitar crus para recuperar sua capacidade de digestão.

O café da manhã e o jantar eram de fácil digestão: Golden Mix com leite vegetal morno e sopas cremosas, nutritivas, consumidas com bastante azeite e especiarias.

Outra dica foi a ingestão de água morna misturada a óleos naturais (de coco, por exemplo) para umedecer o que poderia estar ressecado por dentro. A quantidade e o tipo de óleo depende do Dosha e do Agni, poder digestivo, de cada pessoa.

Tati também sugeriu que Ni diminuísse a quantidade de refeições ao longo do dia. Isso porque é importante deixar o corpo fazer o trabalho completo de digestão antes da refeição seguinte, então, o sentimento de fome (real, física) foi o que guiou todo o processo.

Mas, vale lembrar que comer menos vezes ao dia não significa ingerir menos alimentos. Nicole comeu em maiores quantidades respeitando a sua vontade, principalmente no almoço, e deixou espaço para a digestão no café da manhã e jantar fazendo refeições mais leves.

RESULTADO

Realmente, organização é tudo! “Eu não teria conseguido fazer nada sem os registros diários. Só assim consegui ver a real evolução e fazer relações entre o que eu fazia, comia e o resultado no banheiro”, diz Nicole. “No geral, foi bem mais prático do que eu imaginei. Mais do que minha alimentação normal, inclusive. Como preparava os legumes de uma vez a cada dois ou três dias, a verdade é que eu ganhei tempo. E o Golden Mix foi mega curinga: no café da manhã (no leite vegetal ou vitamina) e como tempero das sopas e purês – que estavam em todas as refeições".

Além disso, Ni se sentiu muito mais leve na hora de dormir e teve um sono de melhor qualidade que antes. “Eu não ia dormir pesada e, por isso, acordava mais disposta para fazer yoga mesmo em jejum. E ficar só nos líquidos de manhã fez muita diferença na digestão pós-almoço, que sempre foi complicada”.

Mas, nada é tão simples. “Demorei uns três dias pra sentir alguma diferença na evacuação e em um final de semana que saí da rotina, voltei à estaca zero, então precisei começar tudo de novo. Mas, também entendi que depois de anos dando trabalho pro meu corpo, vou precisar de muita consistência para resolver minha constipação de vez”.

A lição que fica pra gente é que precisamos olhar para o cocô, sim, e que consciência é o primeiro passo para atingir qualquer objetivo.

 

Importante: essa pauta foi desenvolvida por um especialista de acordo com as necessidades individuais da Nicole, ou seja, não é válido para todos. Esse conteúdo foi desenvolvido para informar, inspirar e compartilhar uma experiência real, mas antes de seguir qualquer pauta, consulte um especialista de sua confiança.

 

Golden Mix


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